Monday, June 1, 2020
Isenção e Verdade


Produção de máscaras cria alternativa para negócios

Uso obrigatório de máscaras movimenta indústria e pequenas oficinas A obrigatoriedade do uso de máscaras em diversas cidades brasileiras para…

Por redacao gazeta , em Cidade , no dia4 de maio de 2020, 09:32h

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Uso obrigatório de máscaras movimenta indústria e pequenas oficinas

A obrigatoriedade do uso de máscaras em diversas cidades brasileiras para evitar o contágio da covid-19 criou oportunidade para negócios extensa cadeia produtiva de fornecedores, que envolve desde grandes indústrias têxteis e confecções com marcas à venda no varejo, até pequenas oficinas de costura que prestam serviço local para conserto de roupas e artesãos.

O uso de máscara é compulsório para a circulação das pessoas nas duas maiores capitais: São Paulo e Rio de Janeiro. Os estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rondônia e Santa Catarina também adotaram medidas para as pessoas portarem a proteção. No Paraná já é obrigatório o uso de máscaras e no Distrito Federal, a partir do dia 11 de maio quem estiver sem máscara nas ruas ou locais públicos poderá ter que pagar multa de R$ 2 mil.

A proteção exigida às pessoas pode ser a “tábua de salvação” da cadeia produtiva que estava paralisada por causa do fechamento do comércio e da diminuição de circulação das pessoas, conforme estabelecido entre as medidas de distanciamento social, avalia Anny Santos, coordenadora nacional de moda do Sistema Sebrae.

Ela considera que “junto com o turismo e a economia criativa, a moda foi um dos setores mais afetados.” Segundo ela, a moda e o artesanato “perderam apelo de compra”. Isso porque, “a população está mais receosa com o consumo, e os gastos são feitos com alimentação, compra de produtos de higiene, medicamentos e outros itens na farmácia”.

Anny Santos assinala que a demanda criada com a obrigatoriedade das máscaras pode ser atendida com a capacidade instalada na cadeia produtiva. “A confecção de máscaras não exige adequação da linha de produção e nem aquisição de novas matérias primas.”

Artesãos de Toledo


Em Toledo o grupo de artesãos que fazem parte do projeto Tenda, da secretaria de Cultura, tem recebido por parte da prefeitura todo o apoio e assessoria para a confecção e venda das máscaras. O grupo se reúne aos sábados na Praça Willi Barth, onde comercializam seus trabalhos sempre nos dois primeiros sábados de cada mês, acompanhando o horário do comércio local. Cleonice Dumke, coordenadora do projeto Tenda- Feira de Arte e Artesanato, da Secretaria da Cultura de Toledo comenta que a venda de artesanato praticamente parou, e a comercialização de máscaras de tecido tem aumentado bastante dando um folego aos artesãos, com isso o projeto vem crescendo com o apoio da secretaria da cultura, e importantes ações vem sendo realizadas para melhorar as condições de trabalho das artesãs. Finaliza a coordenadora.
No próximo sábado, dia 09, a feira acontece normalmente, com a comercialização de máscaras e várias sugestões de presentes, já que será véspera do dia das mães, e as artesãs estão apostando em presentes personalizados e confeccionados em Toledo pelo grupo que hoje tem cerca de 20 artesãos. A feira obedece e segue todas as normas de segurança estabelecidas pelo COE, por conta de segurança algumas artesãs que são do grupo de risco estão se resguardando e esperando o melhor momento para retornar a feira.

Tutoriais
O Sebrae publicou em seu canal YouTube um vídeo que trata da adaptação das confecções de roupa à produção de máscaras. O filme contém tutorial sobre a peça e pode ser útil à pequenos empreendedores e a toda a cadeia do varejo têxtil que antes da crise empregava mais de 900 mil pessoas.

Para a grande indústria, convocada a fornecer máscaras cirúrgicas e equipamentos de proteção individual (EPI) para uso das equipes de saúde, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) publicou em seu site uma página para tirar dúvidas e divulgar links com as especificações técnicas exigidas pelas autoridades sanitárias.

Já a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) criou uma plataforma na internet para aproximar a demanda de hospitais e instituições públicas por EPI dos fabricantes fornecedores. Quem precisa comprar os equipamentos de proteção e quem tem produto a oferecer deve se cadastra na plataforma. Fonte:Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil – Brasília e redação Gazeta Digital- Toledo

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