Monday, March 30, 2020
Isenção e Verdade


Sindicato pede a suspensão dos trabalhos no abatedouro da C.Vale

  Preocupada com os últimos acontecimentos no país com relação ao novo Coronavírus, a direção da Federação Nacional dos Trabalhadores…

Por redacao gazeta , em Regional , no dia21 de março de 2020, 08:54h

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Preocupada com os últimos acontecimentos no país com relação ao novo Coronavírus, a direção da Federação Nacional dos Trabalhadores Celetistas nas Cooperativas no Brasil – Fenatracoop e do sindicato Sintrascoopa estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira (19/3) com representantes da cooperativa C.Vale na cidade de Palotina. Durante a reunião, depois de muita discussão ficou definido que não haverá, de hipótese alguma, abate nos sábados. “Neste momento não podemos permitir que haja trabalho aos sábados”, afirma o presidente da Fenatracoop e do Sintrascoopa Mauri Viana.

Mesmo sabendo que o abatedouro é um setor de grande risco de contagio, a direção da cooperativa insiste em dizer que vai seguir o decreto do governador do Estado que libera os trabalhos nas indústrias. Os representantes dos trabalhadores não concordam com isso e deixaram uma pauta de reivindicação a diretoria da C.Vale. Na pauta deixada pelos dirigentes sindicais pede que a cooperativa mantenha os trabalhos durante a próxima semana e suspenda as atividades a partir de segunda-feira dia 30 de março.

Na pauta o sindicato também solicita que a cooperativa estude a possibilidade de repassar um valor extra aos trabalhadores, como incentivo, devido os riscos que estão correndo de trabalhar na iminência da contaminação do novo Coronavírus. “Essa é a nossa pauta de reivindicação neste momento, esperamos que a direção da cooperativa tenha a sensibilidade e o bom senso de entender que neste momento a prevenção das vidas é o mais importante”, revela Mauri Viana.

Os sindicalistas também pediram que a cooperativa intensifique os cuidados nos locais de trabalho, disponibilizando mascaras e álcool em gel e também solicitaram que seja revisto o número de pessoas nos ônibus e no refeitório. “Também solicitamos que seja providenciado um material gráfico para ser distribuído com orientação sobre o período de isolamento. Precisamos que todos entendam que a paralisação dos trabalhos não é férias e sim o momento de cuidarmos da nossa saúde. É preciso ficar em casa com as nossas famílias. Essa foi a nossa pauta que entregamos a direção da cooperativa, esperamos que eles entendam a nossa preocupação e aprove as reivindicações. Trabalhadores, estamos atentos e não vamos medir esforços para defende-los. Que Deus nos abençoe”, finaliza Mauri Viana.

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