Friday, April 3, 2020
Isenção e Verdade


O reconhecimento da qualidade e sanidade do agronegócio brasileiro

Dilceu Sperafico* Para o alívio de produtores rurais, consumidores, comerciantes e profissionais da saúde do Brasil, a própria Organização das…

Por redacao gazeta , em Artigo , no dia14 de fevereiro de 2020, 15:13h

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Dilceu Sperafico*

Para o alívio de produtores rurais, consumidores, comerciantes e profissionais da saúde do Brasil, a própria Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), com toda sua credibilidade, está informando que o uso de defensivos agrícolas no território nacional, apesar de todo o potencial de nosso agronegócio, é muito inferior ao de países europeus.

De acordo com ranking da instituição, elaborado com base em critérios técnicos, o consumo de defensivos agrícolas no Brasil em função da produção agropecuária, está em 44º lugar, o que revela o profissionalismo, vocação e tecnologia do agronegócio nacional e garante segurança aos consumidores, dos mercados interno e externo.

Conforme o levantamento da FAO, a aplicação relativa de defensivos em lavouras brasileiras foi de 4,31 quilos por hectare cultivado em 2016. Já em países europeus, no mesmo período, o consumo de defensivos chegou a 9,38 quilos por hectare cultivado nos Países Baixos; 6,89 quilos na Bélgica; 6,66 quilos na Itália; 6,43 quilos em Montenegro; 5,78 quilos na Irlanda; 5,63 quilos em Portugal; 5,07 quilos na Suíça; e 4,86 quilos por hectare na Eslovênia.

Os números sobre o consumo de defensivos agrícolas constam de sistema próprio do banco de dados da FAO, que reúne estatísticas sobre alimentos e agricultura de 245 países desde 1961. No último estudo, o Brasil só utilizou mais defensivos por hectare cultivado do que a Alemanha, que ficou em 47º lugar; França, na 48ª colocação; e a Espanha, na 49ª classificação.

Sob o critério de consumo de defensivos em função da produção agrícola, o Brasil aparece em 58º lugar, com uso de 0,28 quilo de defensivo por tonelada de produtos agrícolas. No balanço, foram utilizados os valores de produção de grãos, fibras, frutas, raízes e nozes e o consumo total de defensivos disponíveis no portal de estatísticas da FAO.

Nesse outro ranking, o Brasil superou países como Portugal, com o uso de 0,66 quilo de defensivo por tonelada de produto agrícola; Itália, com 0,44 quilo; Eslovênia, com 0,36 quilo; Espanha, com 0,35 quilo; Suíça com 0,34 quilo; Países Baixos com 0,29 quilo; e Grécia 0,30 quilo de defensivo aplicado na produção de mil quilos de vegetais. Em 59º lugar aparece a França, com uso de 0,26 quilos de defensivos por tonelada de produtos agrícolas.

Conforme especialistas, o consumo de defensivos no Brasil é influenciado pela adoção de duas e/ou três safras por ano, com cultivos de verão, inverno e safrinha. Em consequência, é preciso aplicar defensivos para o controle de pragas inclusive em safras de inverno e safrinha, pois não há quebra do ciclo de reprodução de pragas, em função das condições tropicais da agricultura brasileira, enquanto em regiões de clima temperado ou frio, elas se tornam inativas nos períodos de baixas temperaturas, com geadas e até nevascas.

Graças à essas potencialidades do clima, somadas à tradição, vocação e inovação dos produtores rurais, o Brasil produz para o abastecimento do interno e gera excedentes para exportações para 160 países, atendendo todos os critérios de qualidade estabelecidos pelos importadores.

O levantamento, denominado Codex Alimentarius, é programa conjunto da FAO e Organização Mundial da Saúde (OMS), criado em 1963, com o objetivo de estabelecer normas internacionais nas áreas de qualidade e sanidade de alimentos.

 

*O autor é ex-deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil  do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

 

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