Friday, July 3, 2020
Isenção e Verdade


Eu não quero a morte do pecador, e sim, que ele se converta e viva

Neste domingo (27/10) continuamos sobre o tema da oração que se relaciona com a salvação. Qual o caminho que conduz…

Por redacao gazeta , em Artigo , no dia25 de outubro de 2019, 15:08h

Neste domingo (27/10) continuamos sobre o tema da oração que se relaciona com a salvação. Qual o caminho que conduz à salvação? Jesus acentua que a salvação não é consequência da observância, mas é um dom de Deus que exige somente de nós a fé.

Jesus inicia o Evangelho colocando o sentido da parábola: é para aqueles que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros. Mais uma vez temos personagens diferentes e distantes entre si; os dois vão ao templo para rezar. O fariseu se revela um observante escrupuloso da Lei e das regras da oração israelita: deve ser feita em pé, em voz baixa e elevando a Deus uma oração de ação de graças. Portanto é uma oração leal, sincera e humilde, de modo que Jesus não condena o modo de rezar do fariseu. Porém ele comete um deslize que põe tudo a perder: é quando se coloca como juiz comparando-se com os outros: “Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros, nem como este publicano”. Mais do que rezar, ele faz uma contemplação de si mesmo. Conta sua história cheia de méritos, colocando-se superior aos outros. Para ele a oração não é um encontro com Deus. Ele sai do templo do mesmo jeito que entrou.

O outro personagem é um publicano que exercia o trabalho de cobrar impostos, considerado aliado dos opressores, os romanos, e explorava os pobres, aumentando, de forma abusiva, os impostos e lucrando com isso. Os cobradores de impostos eram odiados e considerados pecadores da pior espécie. A sua postura demonstra o sentimento que carrega: fica à distância, não levanta os olhos, bate no peito e pede o perdão de Deus porque é um pecador. É uma oração de súplica, de desespero.

Os dois homens unidos pelo mesmo desejo: rezar, encontrar-se com Deus. Porém, cada um tem a própria imagem de Deus e seu modo de relacionar-se com Ele. O fariseu destaca-se pela observância dos mandamentos e se orgulha disso. Para ele o importante é estar em ordem com Deus e ser mais observante do que todos. O publicano, pelo contrário, abre-se ao Deus do amor revelado por Jesus: aprendeu a viver do perdão, sem vangloriar-se de nada e sem condenar ninguém. Saiu dali justificado porque conseguiu acolher o amor de Deus. É a oração do pobre que confia totalmente em Deus.

A parábola revela muito de cada um de nós: nós somos aqueles dois homens; um e outro ao mesmo tempo, porque, como o publicano, somos pecadores e, como o fariseu, nos julgamos justos. Para voltarmos para casa justificados é necessário acreditar que a justiça vem pela fé, é dom de Deus, e é professando que se chega à salvação (cf. Rm 10, 10). Cremos e professamos com toda a força que tu és o Deus vivo que nos salvou em Jesus Cristo!

 A consciência de nossos pecados não nos separa de Deus. É justamente neste momento que Ele entra em nossa vida, porque estamos mais frágeis, deixando o ego de lado e querendo ser plenificados por Deus. Ao assumir que somos pecadores acolhemos com mais misericórdia os pecados de nossos irmãos e irmãos, pecadores como nós. Deus quer nos curar, Ele não vê o pecado como ofensa contra si. Ele nos vê como pessoas que precisam ser curados. Quem se fere com o pecado é o próprio pecador e não Deus.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support
%d blogueiros gostam disto: