Monday, June 1, 2020
Isenção e Verdade


Capacitação prepara servidores para acolher casos de autolesão

O comportamento autolesivo na adolescência chama a atenção dos profissionais da área da saúde devido ao aumento das ocorrências no…

Por redacao gazeta , em Estadual , no dia4 de setembro de 2019, 14:11h

Clique Aqui


O comportamento autolesivo na adolescência chama a atenção dos profissionais da área da saúde devido ao aumento das ocorrências no mundo todo. Estudos apontam que 14% dos adolescentes já se autolesionaram pelo menos uma vez na vida. A Secretaria de Estado da Saúde promoveu nesta semana, em parceria com o Núcleo da Paz e Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, uma capacitação para profissionais que atuam nessas áreas. Também participaram servidores da Educação.

O tema foi debatido no 4º Ciclo de Videoconferências do Núcleo Estadual Intersetorial de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde e da Cultura da Paz – o Núcleo da Paz. O evento fez parte da programação do Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio.

De acordo com a psicóloga da Divisão da Saúde Mental da secretaria, Flávia Figel, o comportamento autolesivo é um grande desafio para os profissionais que atuam com os jovens. “Precisamos saber identificar e acolher o problema, além de desenvolver estratégias de intervenção. A maioria das autolesões não possui intenção suicida, mas pessoas com esse comportamento apresentam maior risco de se engajarem em algum comportamento suicida ao longo da vida. Por mais superficial que a autolesão seja no início, pode se agravar”, explica.

Segundo a psicóloga e mestre em psicobiologia, a qualidade do acolhimento ofertado a este jovem fará toda a diferença na sequência do tratamento. “Se identificarmos e engajarmos este jovem às intervenções nos níveis da saúde, educação e assistência social, temos grandes chances de ajudá-lo”, explica.

Trata-se de um esforço conjunto, acrescenta a psicóloga. Os sinais de alerta para os casos de autolesão são mais identificados na escola ou em casa e, assim que percebidos, devem ser encaminhados para o serviço de saúde, para que sejam feitos os atendimentos necessários. “A Atenção Primária é a porta de entrada para estes jovens e, por isso, precisamos garantir que os profissionais das nossas unidades estejam sensíveis ao problema, dando o suporte necessário de forma imediata”.

COMPORTAMENTO – O comportamento autolesivo passou a ser estudado a partir dos anos 60. São fatores de risco para a autolesão: o histórico de violência física, psicológica e sexual, a dificuldade de se expressar, depressão e isolamento social, entre outros.

A autolesão acontece por meio de cortes, arranhões, mordidas e queimaduras e podem incluir uma diversidade de métodos. “O jovem ainda está aprendendo a lidar com emoções negativas e diante de dificuldades pode se autolesionar”, disse a psicóloga.

Pais, familiares, educadores e profissionais da saúde devem estar alertas a este problema, observando as atitudes dos jovens no dia a dia – mudanças de comportamento; de hábitos de se vestir, como o uso de roupas de mangas longas em dias quentes; posse de objetos cortantes, como facas, canivetes e cacos de vidro, e principalmente, verificar se ele apresenta sinais de autolesão pelo corpo. “Se fizermos uma identificação precoce deste comportamento poderemos prevenir que o caso se agrave”, salientou. Flávia.

Ao acolher uma pessoa com este tipo de comportamento, o profissional da saúde deve notificar o caso. O comportamento autolesivo é de notificação obrigatória.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support
%d blogueiros gostam disto: