Monday, June 1, 2020
Isenção e Verdade


Família Janguas é exemplo de cooperação

No pequeno sítio, localizado em Engenheiro Beltrão (Centro-Oeste do Paraná), morava o casal Aparecida e Anselmo Janguas com o filho…

Por redacao gazeta , em AgroGazeta , no dia28 de agosto de 2019, 15:50h

Clique Aqui


No pequeno sítio, localizado em Engenheiro Beltrão (Centro-Oeste do Paraná), morava o casal Aparecida e Anselmo Janguas com o filho Vilson, ainda de colo. O ano era 1972 e o trabalho com a agricultura, nada fácil. “Existiam muitos ‘picaretas’, que davam o preço e decidiam quando e se pagariam pela produção”, lembra ‘seo’ Anselmo. Com preços injustos e muitos golpes, o patriarca lembra que a situação financeira da família não estava bem.

Diante dessa situação, aconselharam ‘seo’ Anselmo a se associar em uma cooperativa de Campo Mourão, há 40 quilômetros de onde ele morava. A partir de 1977, a então Cooperativa Agropecuária Mourãoense (Coamo), hoje Coamo Agroindustrial Cooperativa, passou a ocupar posição estratégica nos projetos da família. “A cooperativa sempre esteve e está ao nosso lado. Crescemos com esta parceria”, assegura.

As primeiras produções foram entregues ainda em Campo Mourão, mas logo em seguida a cooperativa inaugurou unidade em Engenheiro Beltrão, facilitando ainda mais o trabalho. Hoje, com uma unidade de recebimento na porta de casa, no distrito de Ivailândia, e com filhos e netos também associados, ‘seo’ Anselmo colhe os frutos de uma vida dedicada ao trabalho e ao cooperativismo. “Somos uma família que acredita nos benefícios da cooperação, pois temos uma associação dentro da nossa própria casa”, comemora.

Com 95 anos, o cooperado tem uma memória que impressiona. Ele diz que são duas as receitas para longevidade: ter uma inchada na mão, ou seja, trabalhar duro, e a outra é cooperar. “Sempre trabalhei muito e com toda a minha família unida.” Entre filhos, netos, bisnetos e tataranetos, são mais de 30 pessoas. Todos sobrevivem da agricultura.

Os negócios foram crescendo ao longo dos anos, a partir da compra do primeiro sítio, de 2,5 alqueires, onde a família mora até hoje. “Foi o nosso começo na agricultura”, lembra o cooperado. Os primeiros cultivos foram de café, soja e lavouras para subsistência. Os sete filhos – quatro homens e três mulheres, sempre estiveram juntos. Com essa união a família cresceu e se desenvolveu, no melhor estilo “um por todos e todos por um”.

A família que passou por momentos difíceis até chegar onde está, nunca esqueceu o que os fez crescer: a união familiar e o cooperativismo. De empregados nas lavouras de café, hoje são bem sucedidos empresários rurais. Cada um dos filhos tem o seu próprio lote de terra, que somados chegam a 132 alqueires de área própria. A família ainda arrenda outras áreas e, tirando a parte do pai, as despesas e receitas são divididas proporcionalmente entre os irmãos, com base em uma tabela de percentagem, elaborada por eles. “Juntos somos grandes”, salienta o primogênito Vilson Janguas.

Com esse berço de cooperação, Luis Anselmo Janguas, não poderia trilhar um caminho diferente. Ele é filho de Vilson e, também, associado da Coamo. “Cresci vendo meu avô e meu pai trabalhando na agricultura. Sabemos da importância de ter uma cooperativa que nos dá suporte e segurança. Sem a Coamo tudo seria mais difícil e não podemos deixar esse legado se perder.”

Fonte: Coamo

Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support
%d blogueiros gostam disto: