Por Marcos Antonio Santos
Clássico da Chevrolet lançado em 1968, o Opala conquistou gerações e segue vivo nos encontros de colecionadores em todo o país
O dia 19 de novembro é dedicado ao Opala, um dos carros mais icônicos da história do automobilismo brasileiro. Lançado em 1968 pela Chevrolet, o Opala conquistou fãs por seu design elegante, desempenho confiável e versatilidade, sendo usado tanto como carro de passeio quanto como veículo de trabalho e de polícia.
Ao longo de suas décadas de produção, que durou até 1992, o Opala se tornou símbolo de engenharia e estilo, reunindo gerações de apaixonados por carros clássicos. Hoje, clubes e entusiastas celebram o Dia do Opala com encontros, exposições e passeios, mantendo viva a memória e a importância desse clássico brasileiro. O Opala continua sendo referência de qualidade, nostalgia e paixão automobilística, consolidando seu lugar no coração de colecionadores e admiradores em todo o país.
Opala 1978
Valter Donassolo, integrante do Veteran Car Club de Toledo, conta que é proprietário de um Opala 1978. E reforça o convite para o 5º Encontro Internacional de Veículos Antigos, que será realizado em Toledo, no mês de abril de 2026.
“Eu sou proprietário de um Opala 1978, modelo SES, com motor seis cilindros, o tradicional ‘seis canecos’. A restauração desse carro aconteceu há cerca de dois anos, sendo um projeto em grande parte do meu filho. Sempre buscamos transmitir a paixão pelos carros antigos de pai para filho, para que essa cultura e tradição se mantenham vivas. Hoje, esse Opala é utilizado nos finais de semana para encontros familiares, eventos de clubes e encontros de carros antigos, mantendo sempre acesa a chama do colecionismo e da cultura automobilística antiga. Eu quero convidar a todos para os dias 18 e 19 de abril de 2026, quando teremos o 5º Encontro Internacional de Veículos Antigos, que será realizado no Lago Municipal de Toledo (Parque Ecológico, Diva Paim Barth). Neste evento, se reúnem colecionadores de carros antigos de toda a região, de diversos estados do Brasil e até de outros países. ‘Queremos que estes dois dias sejam especiais para passar em família e aproveitar os carros antigos. Essa paixão deve ser cultivada, e pretendemos transmiti-la aos colegas, filhos e demais familiares”.
Donassolo diz que sempre passou para os seus filhos essa paixão por carros antigos.
“Essa paixão por carros antigos eu sempre procurei passar para os meus filhos, para que essa cultura se mantenha viva. Quero que eles percebam o quanto era difícil, na época, ter um carro com câmbio duro, sem direção hidráulica, diferente dos veículos de hoje, que têm toda a tecnologia. Eles precisam entender como tudo isso evoluiu, como eram os carros antigos e qual era o custo de ter um veículo assim. Com o passar do tempo, vamos transmitindo essa cultura aos filhos e, provavelmente, ela também será passada aos netos”, afirma.


A história do menino do Hot Wheels que virou dono de um Opala
André Luis Stroparo, também integrante do Veteran Car Club de Toledo, sempre admirou o Opala desde criança, começando com um carrinho Hot Wheels marrom. Em 2018, encontrou e comprou um Opala marrom de 1979 perto de sua cidade. Reformou o carro aos poucos, focando no motor, nas rodas e na suspensão.
“A minha história com o Opala começou de um jeito simples. Eu tinha um carrinho da Hot Wheels muito bonito, um Firelane 500 — um Ford Firelane 1966, marrom. Eu achava aquele carrinho incrível. Sempre pensava: ‘Se um dia eu puder comprar um carro parecido, mas nacional, qual seria?’ E o mais próximo era o Opala. Então eu vivia procurando um Opala 1979 para baixo, daqueles com faróis redondos, e queria que fosse marrom, igual o carrinho. Eu já tinha um Fiat 147, mas seguia de olho. Em 2018, finalmente encontrei um. E estava perto: em Xaxim, aqui pertinho de Toledo. Entrei em contato, fui ver o carro, acertei os valores e comprei. O carro estava bem original; só a pintura precisava ser refeita. Decidi que iria arrumando aos poucos, do meu jeito. Dei uma garibada no motor, coloquei pneus novos, deixei as rodas um pouco mais largas, rebaixei um pouco… deixei o carro bem bonito e apresentável. A pintura ainda não consegui fazer, porque apareceram outras prioridades no caminho, mas continuo com ele até hoje — e gosto demais. Todo mundo que vê também acha bonito. Sou apaixonado por carros antigos. Tenho dois carros antigos, três motos antigas, algumas bicicletas e também coleciono peças antigas. É um hobby muito legal. Faço parte do grupo Veteran Car Club Toledo, e inclusive teremos nosso encontro em 2026, que será o quinto evento. Sempre que posso participo com o pessoal nos encontros de outras cidades também. Essa é a minha história”.





